G Cliché
Ainda tem sentido?
*pausa para reflexão*
Volto quando me entender com o meu "eu virtual".
Ainda tem sentido?
*pausa para reflexão*
Volto quando me entender com o meu "eu virtual".
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Klero
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Para pensar:
“Uma minoria tem seu próprio tipo de agressividade. Ela desafia a maioria a atacá-la. Ela odeia a maioria – não sem uma causa, eu te garanto. Ela até mesmo odeia as demais minorias – porque todas as minorias estão competindo; cada uma diz que sofre mais e que seus problemas são os piores. E quanto mais elas odeiam e quanto mais são perseguidas, piores ficam! Você acha que as pessoas ficam cruéis por serem amadas? Você sabe que não! Então porque elas se tornariam boas por serem desprezadas? Enquanto você está sendo perseguido, você odeia o que está acontecendo com você, você odeia as pessoas que fazem isto acontecer; você está num mundo de ódio. Ora, você não reconheceria o amor se você o encontrasse! Você desconfiaria do amor. Você acharia que há algo por trás – algum motivo, alguma armadilha...”
(Christopher Isherwood, A single man)
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Como o post anterior foi bem sério e porque estou em dívida com o Sr. Cain Sodom (que cobra publicamente), aqui vai minha participação no selo Playlist. Não sou de fazer esse tipo de coisa, mas achei simpático e despretensioso, perfeito para um fim de tarde de domingo... quanto a indicar, prefiro que somente quem sentir vontade reproduza em seu blog - confesso que quebrei a cabeça para selecionar as músicas abaixo e ainda não sei se escolhi todas certas. Principalmente a romântica... Não tinha uma que viesse à cabeça!
Regulamento
O "Playlist" é uma campanha feita, àquelas pessoas que vivem com trilha sonora (ou seja, é pra quem vive, anda, dirige, lê, estuda... com um Ipod / MP3... em todos os momentos). Porque boa vida, assim, como um bom filme (adoro) - tem trilha sonora! Enfim, é pra quem gosta de música!
O objetivo é relaxar = gozar a vida com muito prazer! Para participar é fácil. [Tira a roupa e vemcá!] Copie o selo, publique em seu blog e compartilhe seus gostos musicais, indicando:
01 | A primeira música que lhe veio na cabeça agora!
Christophe Willem – Coffee
“Ton coeur est en rade et moi je cours toujours
Tu me dis 'No way' mais je reste sourd
Juste un café mon amour
'No you can't stay for coffee!'”
02 | 1 Música pra curtir com a paquera/namorado(rido)[a]/amante/amigos com benefícios...;
Julie Gayet et Julien Boisselier – Ma Rencontre
“Si je te rencontrais au coin de la rue
Je te dirais 'On danse ?'
Et dans tes bras oui bien entendu
J'abandonnerais toutes mes défenses”
03 | 1 Música muito romântica (o que se pode dizer de: "seu tema de amor");
Conjure One – Center of the Sun
“Young boy in the market sees the girl alone
And asks her 'Have you lost your way home?'
She sings 'You say the most beautiful things
Just like my violins'”
04 | 1 Música pra tirar a roupa=striptease (Ah, eu não gosto de streeper! Ora faça de conta que sua(eu) melhor amiga(o) te pediu! Vai negar?);
Kylie Minogue – Slow
“Slow down and dance with me
Yeah... slow
Skip a beat and move with my body
Yeah... slow”
05 | 1 Música para uma boa transa (a transa pode até ser ruim, mas a música ótema);
Qualquer uma do Nicolas Vallée ou Tommy Hools
06 | 1 Música "I WILL SURVIVE" = hino gay!
ABBA – Dancing Queen
“You're a teaser, you turn 'em on
Leave 'em burning and then you're gone
Looking out for another, anyone will do
You're in the mood for a dance"
07 | 1 Música que saiu do lixo / ou pra jogar no lixão;
Madonna – Hung Up
08 | 1 Música que você ama, mas o DJ insiste em não tocar na balada;
Lisa Stansfield – The Real Thing
“No more living in chains
No, I don't give a damn to what the people say
There's no use holding back desire
We've burnt our fingers now lets jump into the flames”
09 | 1 Música da hora (música que está na moda e vc adora!);
Lady Gaga – Poker Face (já enjoou, mas quando toca na balada eu animo)
10 | A música que você mais gosta em todo mundo! (que exagero)
Jay-Jay Johanson – Automatic Lover
“Love in space and time
There's no more feeling
Automatic lover
Cold and unappealing”
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Klero
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O desejo de pertencer é um dos mais fortes que experimentanos e, paradoxalmente, para atingi-lo é preciso se individualizar. Quando os aviões atingiram o WTC, as notícias causaram até certa satisfação num mundo que viu ali a arrogância dos Estados Unidos ruir. Foi somente quando a geopolítica deu espaço ao caráter humano que todos se deram conta de que ali estavam pessoas com parentes, amigos, vidas e sonhos muito semelhantes aos seus. Ou seja: é somente expondo as nossas particularidades, aquilo que nos faz humanos acima de tudo, que conseguimos convencer o coletivo de que fazemos parte dele.
Isto porque estamos vendo o mundo sem processá-lo. Air France. Desaparecido. Vítimas. Tragédia. Guarda-se a informação num arquivo mental já empoeirado e passa-se à próxima notícia. Parada. Gays. Agressão. Morte. Próxima notícia. Mas quem são as vítimas? Quem está sofrendo? Por que eu deveria me importar com estas pessoas nessas páginas?
É por isso que não acredito mais em manifestações coletivas como o encontro realizado no sábado em São Paulo. Acho que elas cumprem um papel importante e são necessárias, mas estão sendo vistas como a solução, e não apenas parte dela (uma parte, aliás, que considero perigosa por estar sendo vista como todo por muitos). Não estamos pensando somente dentro da caixa, enquanto o mundo corre com suas vidas mais importantes e ocupadas? Será que paradas e manifestações não se tornaram 'limpadores de consciência'? “Fui, fiz minhas parte”?
Aonde estão as outras ações? Por que não estamos nos individualizando ao invés de apenas nos massificar? "Somos gays - mas isto é apenas um aspecto nosso que nos diferencia de vocês. Há milhares de outros que nos aproximam, e não é a vontade de casar e ter filhos. É o medo de perder os pais, os almoços com os irmãos, o gosto por dançar, o cachorro que levamos para passear, a gripe que nos pega, o seguro do carro que precisamos pagar..."
A cada notícia que leio, sinto que estamos num marasmo cada vez maior, optando por soluções prontas. Manifestações – sair às ruas – são feitas há décadas. Será que não nos falta a reinvenção, a atualização, a contemporaneidade? O que de fato estamos revolucionando, além de nossos próprios sentimentos em relação ao assunto? Sim, as manifestações podem atrair atenção de políticos, que vêem em 3 milhões de pessoas um grupo decisivo e com poder de voto. Sim, elas promovem a união. Sim, elas são uma forma de mostrar o interesse por uma causa (mesmo que, como ressaltei, isto possa se voltar para o lado negativo). Sim, elas são um direito que não existe em muitos países. Elas são muitas coisas. Mas e o que não está sendo feito e estamos escondendo atrás de trios elétricos, festas, debates vazios?
(Se alguém souber de iniciativas diferentes, tiver links de sites, etc., estou à caça das informações sobre o assunto para fazer um estudo sobre o tema. Seria bem legal saber a opinião de todos - contra e a favor, pois formará uma boa base.)
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Uma campanha do governo francês busca diminuição da homofobia nas instituições de ensino superior francesas. Com mensagem que exige atenção (e releitura), a aposta parecer ser captar a atenção pela confusão antes de transmitir uma mensagem bem clara. Particularmente, acho que a eficiência é limitada e pouco muda sem iniciativas mais ativas. Ainda fico espantado com o conceito atrasado de que ensinar é preparar para ganhar dinheiro com uma profissão. O sistema educacional de todos os países está se eximindo de uma responsabilidade que lhe cabe e fico um pouco constrangido pela timidez do governo francês, que tem força para fazer muito mais. Ainda assim, segue a peça:
Eis aqui um garoto que ama garotos. Mas este garoto que ama os garotos não ama garotos que não amam garotos que amam garotos.
Esta frase é complicada, mas menos do que a vida dele de estudante homossexual.
A homofobia leva à exclusão e rejeição.
Os atos e comportamentos homofóbicos podem ter consequências desatrosas para suas vítimas.
Lutemos juntos contra a homofobia na Universidade.
[Claro, via Têtu.]
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E os melhores amigos gays, que povoam os seriados televisivos, viraram motivo de um debochado vídeo...
[Via EW.com]
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Dois vídeos que merecem uma espiada:
O primeiro, bem sério, é fruto da campanha NOH8 (No hate, uma resposta à Proposition8 e seu desenrolar.
Aproveite e dê uma espiada nas fotos do site, também, além de entender mais a iniciativa!
Já o segundo vídeo é bem menos sério... Trata-se da versão masculina de Make girl dance, já publicado pelo Pocoyo em seu blog. Para quem prefere les hommes (99% dos visitantes), são 3 típicos parisienses que andam pelas ruas das cidade mais romântica e, a julgar por estes vídeos, mais naturista do mundo!
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Só eu ainda não tinha visto?
Há uma questão sobre o uso da palavra orgulho que continua me incomodando, mas já falei sobre o assunto... E não desmerece o vídeo.
[Via Têtu]
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Uma amiga namorou durante alguns anos um rapaz que todos apostavam ser um pseudohétero. Não era sua gentiliza ou quase delicadeza que levavam a esta conclusão; era um não-sei-o-quê misturado a uma grande curiosidade e vontade sua de se aproximar dos gays do grupo, ao mesmo tempo em que recusava convites de baladas como se elas fossem um território minado. Estaria ele com medo de cair em tentação?
Pode ser que ele realmente seja heterosssexual, mas as apostas são de que ele jamais assumiria/assumirá a própria homossexualidade. É o caso do gay incubado, que não pode ser considerado enrustido porque ainda nem se aceitou. Os motivos da negação própria são diversos: religião, medo, criação, apego a um futuro criado em sua cabeça com esposa e filhos... O que se espera dele é sempre mais importante do que sua própria felicidade e há uma grande possibilidade de que ele passe a vida frustrado por nunca experimentar aquilo que deseja. Seus olhos flutuam, cheios de cobiça, quando avistam um grupo de gays bem resolvidos consigo mesmos.
O sofrimento causado pela frustração de negar-se é menor do que aquele que o preconceito poderia causar? Qual o preço que se paga para manter-se numa incubadora?
(E acho que chega desta série! Pelo menos por enquanto... estou com outros assuntos querendo sair da cabeça!)
Na foto, uma das obras de Hirst, o esqueleto na incubadora.
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